quarta-feira, 27 de abril de 2022

Derrota para Fabrício: Heineken vai para Passos


 Foto: divulgação

Recentemente, depois de a Heineken desistir de se instalar em Pedro Leopoldo, a prefeitura de João Monlevade entrou no páreo para o Município sediar a fábrica da cervejaria. O investimento previsto seria de 1,8 bilhão de reais, com a criação de centenas de postos de trabalho diretos e indiretos.

A disputa foi encabeçada, localmente, pelo secretário municipal de planejamento e desenvolvimento econômico e vice-prefeito Fabrício Lopes (Avante). Na ocasião o prefeito Laércio Ribeiro chegou a argumentar que o município possuía recursos hídricos em abundância, o que, segundo ele, era um diferencial em relação às outras cidades que também pleiteavam a fábrica. Contudo, a tentativa não avançou - desculpe o trocadilho. Hoje a imprensa mineira divulgou que a fábrica da cervejaria será instalada no município de Passos, no sul do estado.     

“Recursos hídricos em abundância”, por si só, jamais serão são suficientes para atrair a instalação de uma grande cervejaria, se o Departamento de Água e Esgotos (DAE) não tem a capacidade de fornecê-los a seus consumidores de forma continuada e segura. Certamente, as constantes interrupções no abastecimento de água tratada anunciados pelo DAE, semanalmente, pesaram para a derrota do município na disputa.           


domingo, 24 de abril de 2022

"Rolé nas Gerais" da Rede Globo


Imagem/divulgação: https://globoplay.globo.com/role-nas-gerais/t/wLvCcPHZhh/detalhes/

 Para se fazer uma análise sobre o programa “Rolê Nas Gerais”, exibido aos sábados na Globo Minas é preciso voltar aos protestos de  2013. Como todos podem se lembrar, a Rede Globo também foi alvo dos protestos de 2013. "Fora Globo, o povo não é bobo”, é o que também se gritava nas ruas. Naquela ocasião, o povo foi às ruas para protestar contra o sistema, o que incluiu a Rede Globo, porque, apesar de deter o monopólio da grande mídia nacional, ela, visivelmente, não divulga para o Brasil suas diversas realidades, sejam elas, sociais, políticas, históricas, econômicas, geográficas, antropológicas, etc.

Então, para se enquadrar aos anseios manifestados pelo povo brasileiro nos protestos de 2013, a Globo Minas incluiu em sua grade de exibição o programa “Rolê nas Gerais”, que hoje é aquele que se propôs a pautar a maior e mais grave questão social brasileira: os guetos de exclusão a que se chamam favelas.  Quando vi, não acreditei. A Globo pautando favela!!? Achei muito estranho porque a Globo tem um histórico conservador e será somente quando as muitas realidades das favelas passarem a ser pautadas pela grande mídia que as coisas poderão mudar no Brasil. A Rede Globo foi fundada em função do Golpe de 64, que como todos, foi um golpe conservador, destinado a conservar os status quo e, portanto, a impedir que um governo progressista promovesse as várias reformas institucionais, anunciadas naquela ocasião. A Globo também não tem um programa sério para discutir política, o que reafirma o quão conservadora ela é.  Aliás, o Brasil, hoje, só é o país do futebol porque o futebol é um dos temas mais pautados pela Globo.   Se o Brasil pudesse contar com um programa na grande mídia para discutir política, certamente, já poderia estar muito mais adiantado em todas as áreas.  Mas, há atrasados 57 anos, isso não ocorre.    

Então, diante de um inédito programa na Globo que se propunha a pautar as favelas de Minas Gerais, eu não podia fazer outra coisa, senão assistir. Assisti e, como suspeitado, o resultado não foi um tremendo engodo. Infelizmente, programa “Rolé nas Gerais” não pauta as diversas realidades das favelas mineiras, mas apenas o aspecto cultural das mesmas. Tudo que distingue o Brasil e estabelece a identidade nacional é em grande medida afro-brasileiro. Há cultura na favela. Isso é inegável e uma amostra da imensa capacidade desdobramento do povo brasileiro, porque produzir cultura naquele ambiente de exclusão social por si só já é um ato de heroísmo. Contudo, não é pautando, dissimuladamente, apenas a cultura das favelas que tal realidade será superada. É preciso, mais do que isso, pautar a situação de exclusão completa que define as favelas brasileiras. E isso, o programa “Rolé nas Gerais” não faz. A favela vai muito além da pobreza!  É preciso pautar as favelas como os guetos de exclusão que elas são. É preciso pautar a ausência de acesso aos serviços públicos essenciais que vigora e define as favelas, como o arruamento, o ordenamento urbano, as condições das moradias, o abastecimento de água, a coleta de lixo, o fornecimento de eletricidade e serviços de comunicação,  a coleta do esgoto, a saúde, a educação, a segurança, o direito de ir e vir, etc, etc. É preciso mostrar como a ausência de acesso, sobretudo, ao serviço de educação faz com que as pessoas excluídas nas favelas ocupem postos de trabalho, nos quais trabalharão toda uma vida sem jamais aferirem o suficiente para adquirem dignidade e terem acesso aos bens e serviços do Brasil. É preciso pautar a infância nas favelas e mostrar como é difícil para as crianças o acesso a uma educação de qualidade, pois por definição não há escolas nas favelas, salvo raras exceções. É preciso mostrar a dificuldade de estudar, a falta de estrutura para tal e como as crianças ficam, completamente, desassistidas naquele ambiente de exclusão social. É isso que queremos ver no programa “Rolé nas Gerais”, a realidade nua e crua das favelas. Para quem se deixa influenciar pela Rede Globo é muito difícil pensar, mas o Brasil apenas se tornará um país desenvolvido e rico quando as massas forem integradas à sociedade brasileira e, portanto, quando não existirem mais favelas, como os guetos de exclusão que são. E de engodo, já basta a ditadura monocromática do futebol.  Na próxima, vou escrever sobre o "Globo Esporte", que deveria se chamar "Globo Futebol". 

 

quarta-feira, 20 de abril de 2022

O Programa "Tô Indo" da Globo na Alienação Cultural do Mineiro



O programa “Tô Indo”, exibido nas manhãs de domingo pela Globo Minas, é mais uma tentativa fracassada e intencional da Rede Globo de fazer circular os verdadeiros alicerces identitários e culturais do povo mineiro.
Mas, por que é fracassada? É fracassada porque sempre associa o mineiro ao já batido, cansativo e enganoso estereótipo de caipira. Segundo, o conteúdo veiculado pelo programa televisivo, Minas Gerais é, invariavelmente, uma roça, coisa que o mineiro autêntico e conhecedor de sua identidade não pode admitir calado. O apresentador do programa encarna com muita propriedade aquele estereótipo de caipira e até fala como tal, incorporando um sotaque que não é o mineiro, mas sim aquele das divisas com São Paulo. Na da contra o estado vizinho. Mas, é porque Minas surgiu de um violento processo de separação, justamente, da Capitania de São Paulo, a que se denominou de Guerra dos Emboabas. Apesar de comportar vários sotaques, já que se trata de um estado-nação do tamanho da Franca, a verdadeira mineiridade não pode ser apresentada, senão pelo muito característico e autêntico jeito mineiro de falar que é aquele da Serra do Espinhaço e não os das divisas do estado. O também é muito jocoso, indiscreto, grita muito e muitas das vezes parece fugido de um sanatório. Tudo o que é incompatível com o jeito mineiro de ser. É inegável que Minas tem sim sua cultura agro-pastoril, pois é um estado grande produtor de alimentos, com muito orgulho. Além dos ciclos do Ouro e do Diamante, Minas viveu o ciclo das fazendas de café e, desde sua fundação, também sempre criou gado de corte e leiteiro, etc. Contudo, a fundação de Minas Gerais não está na roça. Na verdade, Minas Gerais foi o primeiro grande processo de urbanização do Brasil. As Minas de Ouro jamais ocorreram na roça. Basta ver Ouro Preto, a capital histórica de Minas. Ouro Preto nasceu de um processo de conurbação, rigorosamente imposto pelo Código de Posturas, isto é, nasceu da junção de várias urbes mineradoras ordenadas e padronizadas que cresciam na medida do povoamento das Minas de Ouro – uma exigência legal do Regimento de Minas. Veja a foto anexa de Ouro Preto. Veja como Ouro Preto é 100% urbanizada. Veja como o mineiro é, urbanamente, cerimonioso. 
Então, por que a televisão, invariavelmente, associa Minas à roça e o mineiro ao estereótipo de caipira? Porque se trata de um processo intencional de alienação cultural. Primeiro, que é pra domar o espírito revoltoso do mineiro. O mineiro foi, politicamente, sempre muito indomável, promotor de revoltas e sedições. Associando Minas à Roça, a televisão afasta o mineiro da política, porque na roça não há polis, no sentido grego do termo. A política só existe nas cidades, onde os cidadãos compartilham vários interesses em comum. Já na roça, o único interesse que se tem em comum com o vizinho é a via de acesso. Segundo, que é para afastar o mineiro da mineração. Você vê algum mineiro minerando hoje em dia? Não. Alguém, minera ouro em Ouro Preto, apesar do grande desemprego e dos R$300,00 o grama? Só se for escondido! Se alguém se aventurar a tirar um ourinho no Rio Tripuí, abaixo da Casa dos Contos, a polícia aparece e ele é, imediatamente, preso. Hoje o mineiro é convencido pela televisão que é caipira e não minera mais, a não ser como empregado das grandes mineradoras, muitas delas estrangeiras. E não minera porque mineração não é para caipiras. Hoje, na prática, o mineiro se encontra proibido de minerar e a alienação cultural é tão grande que ele nem se dá conta disso. Imagina o tamanho da revolta se o mineiro fosse proibido de minerar naqueles tempos do Brasil - colônia! Hoje, não! Além de proibido de minerar, o mineiro assiste a imensos desastres humanos e ambientais, sem qualquer reação a altura, porque, como caipira, acredita que a mineração é um assunto no qual não deve se meter. Aliás, pode-se dizer que as tragédias da Samarco, em Mariana, e da Vale, em Brumadinho, são produtos direitos da alienação cultural imposta a Minas porque elas são resultado de uma omissão que teve seu início no fato de o mineiro se encontrar de costas para a mineração, acreditando, erroneamente, que é caipira.

terça-feira, 29 de março de 2022

Retórica da Arcelormittal diminui a História de João Monlevade

Este quase bordão de “uma pequena forja catalã, fabriqueta de enxadas”, seguramente, foi cunhado dentro da Usina. Infelizmente, é o que se ouve e o que se aprende, erroneamente, nas escolas locais sobre a história do minerálogo e metalurgista francês João Antonio de Monlevade (retrato). Na verdade, sob o ponto de vista da estrutura do estabelecimento, não existiu apenas uma, mas sim três as fábricas de ferro da Família Monlevade: a Fábrica Velha, que funcionou de 1828 a 1853, a Fábrica Nova, que funcionou de 1853 a 1888 e a fábrica a cargo de Francisco Monlevade, neto do patrono do Município, que funcionou a partir de 1891, mediante investimento da Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros. Elas também não eram pequenas. A mais consagrada, a Fábrica Velha, por exemplo, rendia cerca de meia tonelada de ferro por dia e foi a primeira a fabricar o dito metal e o carvão em escala industrial. Também foi pioneira em produzir as maiores peças de ferro ate então já fabricadas no Brasil, com peso aproximado de uma tonelada. Os equipamentos de forja da Fábrica Velha, como os marteletes hidráulicos, o laminador e o grande massame, também não eram catalães, mas sim ingleses. Catalão era apenas o método de se obtenção do ferro. E seu principal produto jamais foi a enxada, como propõe o discurso da Arcelormittal, mas sim as mãos de pilão, que eram blocos de 80 quilos de peso em ferro forjado, empregados no Engenho Mineiro de Pilões (foto) que eram muito utilizados nas Minas de Ouro do sec. XIX para o processamento do quartzito aurífero. 


Monlevade já foi muito estudado por diversos historiadores que são unânimes em caracterizar seu empreendimento metalúrgico como a maior e mais importante Fábrica de Ferro a Funcionar durante o Brasil-Império, fornecedora preferencial de artefatos de ferro paras as Minas de Ouro, sobretudo as das companhias inglesas, como o Gongo Soco, o Morro Velho, Pari, etc.

Recentemente, assistindo o excelente documentário A Colônia Luxemburguesa, no capítulo dedicado a João Monlevade, vi e ouvi o representante a Arcelormittal dizendo que “...nessa forja, ele (Monlevade) produzia, a partir do minério de ferro, pequenos produtos a base dessa matéria prima. Arados, pás, enxadas, foices, ferramentas que eram utilizados muito na região, na áreas rurais para agricultura...” Veja que, muito diferente do que revelam os registros históricos, o discurso da Arcelormittal é sempre no sentido de diminuir a obra de Monlevade, associando-a agricultura. Veja que o representante da Usina falou em “pequenos produtos”, “pás, enxadas e foices”, “utilizados” “nas áreas rurais para agricultura”. É sempre assim!

Mas, então, por que a Arcelormittal tem adotado tal discurso há décadas, se na verdade, Monlevade foi o único a produzir peças de ferro de até uma tonelada de peso, tendo a Mineração do Ouro e não a agricultura como cliente preferencial? Já pensei muito sobre isso! As conclusões que cheguei são as seguintes. Primeiro, que é para não se despertar o interesse local sobre a história de Monlevade. Quando se diz que Monlevade produzia apenas pequenos artefatos de ferro para a agricultura, como foices, pás e enxadas, diminui-se o interesse por sua obra, já que, por exemplo, qualquer fazenda cafeeira do mesmo período também possuía uma pequena forja para o fabrico de tais ferramentas. E sem o interesse pela obra de Monlevade, haverá menos turistas e gente para serem recebidos no Museu, em torno do qual se encontra instalada a Usina da Arcelormittal. Considerando ainda que a Arcelormittal demoliu grande quantidade de patrimônio histórico, como a Praça Ayres Quaresma, a Cidade Alta, o casario da Rua dos Contratados, os sobrados do Social Clube, etc, a impressão que se tem é que a siderúrgica não quer mesmo gente transitando no seu entorno. Deve ser também para não testemunharem a imensa poluição do lugar, que se encontra muito acinzentado, tomado por particulado siderúrgico. Outra razão possível para a diminuição da obra de Monlevade por parte da Arcelormittal é o desejo de liberalidade na utilização do patrimônio histórico, sem a imposição de qualquer tipo de restrição que possa ser ocasionado pelo tombamento para fins de preservação. O Solar/Museu Monlevade, por exemplo, apesar de tombado pela Lei Orgânica, não é um museu turístico e, ultimamente, tem ficado mais fechado do que aberto. E não é só ele. Lembre-se bem de que as fábricas de ferro da Família Monlevade foram três e não apenas uma. Das duas primeiras existem, atualmente, ruínas super interessantes, que merecem tombamento. Mas, o edifício da terceira Fábrica de Ferro Monlevade, onde funcionou a Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros, a partir de 1891, ainda se encontra de pé e é utilizado, industrialmente, pela Arcelormittal. Trata-se do edifício das fotos, localizado no Bairro Jacuí. A Arcelormittal se apoderou daquele edifício para instalar nele os geradores da Hidrelétrica do Jacuí, sem jamais revelar que se tratava de um bem histórico único para o Município, pois se trata da Fábrica de Ferro Monlevade ainda de pé, apesar de não tombado por lei. Dessa forma, ela nunca teve de mantê-lo aberto à visitação, assim como jamais teve qualquer de restrição na utilização do bem. Há alguns anos, a Arcelormittal realizou uma “reforma” no edifício da Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros que suprimiu uma série de belíssimas arcadas neoclássicas que existiam em sua base suspensa, sobre o leito do Rio Piracicaba. Aliás, a Arcelormittal parece ter grande aversão a arcadas neoclássicas, pois além de demolir a arcada da Praça Ayres Quaresma, também suprimiu a do edifício da Companhia de Forjas e Estaleiros.

Então é por isso que a história de Monlevade é tão diminuída e tão deturpada pela própria Arcelormittal, para que não haja turistas em seu entorno a testemunhar a imensa poluição que afeta o local e para que a siderúrgica possa utilizar os bens históricos locais, sem qualquer restrição. Porque quem por ventura estudar a história verdadeira de João Monlevade, in loco, como foi o meu caso, invariavelmente vai chegar rapidinho até o edifício da Companhia Nacional de Forja e Estaleiros e, então, também vai querer visitá-lo, abri-lo ao turismo e preservá-lo. Tudo o que a Arcelormittal não quer porque representa custo para a empresa, mesmo que ínfimo, se comparado à sua lucratividade.




 

quinta-feira, 24 de março de 2022

Em Monlevade Prefeitura do PT vai pedir voto para Bolsonaro

 

Foto: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1486262960-bandeira-do-pt-partido-dos-trabalhadores-145m-x-1m-_JM

As eleições de 2022 serão um tanto atípicas em João Monlevade. Pela primeira vez, uma prefeitura do PT não estará, majoritariamente, pedindo voto para Lula numa eleição presidencial.

É que, pelo menos, 80% dos cargos de livre nomeação do alcaide Laércio Ribeiro(PT) se encontram ocupados por apadrinhados e cabos eleitorais de Fabrício Lopes (Avante), que, internamente, já é candidato à prefeito em 2024 e sempre foi governo nos últimos 15 anos, assumindo, portanto, o espectro político de centro-direita, vez que também é egresso do moreirismo.    

Como Fabrício é de centro-direita e maioria na prefeitura do PT, é obvio que seus apadrinhados jamais pedirão voto para Lula, mas sim para Bolsonaro ou Sérgio Moro. E assim, com a prefeitura pedindo fotos para Bolsonaro, o PT local alcança, definitivamente, o apogeu de sua esquizofrenia política no município. Como o cenário político nacional se encontra muito polarizado e acirrado, resta ainda saber como a prefeitura do PT sobreviverá às eleições de outubro próximo.

Esse é o projeto político desenvolvimentista que o PT local tem para Monlevade: encher a prefeitura de moreiristas com o objetivo de pedir votos para Bolsonaro em 2022 e Fabrício em 2024.


quarta-feira, 16 de março de 2022

Magneton MAGNETON




A Magneton é um empreendimento especializado em fornecimento de Magnetita e derivados de alta qualidade no varejo, em quantidades acima de um quilo, para clientes dos diversos ramos de aplicação do mineral. 
A Magneton é referência no fornecimento de Magnetita e derivados com o melhor preço do varejo na plataforma Mercado Livre e outas. 
A Magnetita (Fe3O4) é um mineral formado por óxidos de ferro, tendo como principal característica sua propriedade magnética e sendo cada vez mais utilizada em inúmeras situações. A Magnetita em pó ou granulada fornecida pela Magneton tem tamanho que varia entre 1,50 a 0,075mm, para aplicações de uso geral em artesanatos, organites, trabalhos escolares, contrapesos, tintas e paredes magnéticas, fabricação de bussolas, imãs e baterias. É ainda considerada um mineral com a propriedades exotéricas de atrair coisas positivas e repelir as ruins.  Entre em contato com a Magneton e solicite informações sobre Magnetita.

terça-feira, 15 de março de 2022

Balde de água fria: Laércio diz que licitação da Enscon pode não atrair interessados



Recentemente, a Prefeitura  anunciou que estava contratando empresa para obter dados, indicadores e índices sobre a operação  do transporte público de passageiros no Município, com o objetivo de instruir o edital de licitação que deveria selecionar a nova empresa prestadora do serviço. Pouco depois, o prefeito Laércio Ribeiro declarou com todas as letras que “a licitação para escolher a nova prestadora do transporte público coletivo em João Monlevade pode não atrair interessados.

Primeiramente, a contratação de empresa para levantar dados sobre a operação da Enscon revela o que todos já sabiam. O Governo do PT não tem a menor noção do que acontece com a Enscon e a operação do serviço do transporte coletivo em João Monlevade. Assim, restou comprovado que o subsídio milionário concedido à empresa, anteriormente, se deu às escuras, sem se saber o que de fato ocorre na Enscon, ou seja, prefeito e vereadores assinaram um cheque em branco para concessionária, situação que se distancia em muito da responsabilidade que a administração pública deve ter com o dinheiro publico. Também ficou demonstrado que a Prefeitura não assume sua função fiscalizatória diante da empresa, o que favorece bastante a péssima qualidade do serviço. Aliás, se a Prefeitura do PT cumprisse sua função de fiscalizar o serviço, colhendo dados do sistema, etc, não necessitaria de gastar dinheiro público a fim de contratar empresa para levantar tais informações. Tivesse reestruturado a fiscalização do serviço, as informações, pelas quais a Prefeitura agora vai pagar uma nota preta para obter, já constariam do banco de  dados do SETTRAN.    Outra coisa que a tal contratação demonstra é a falta de sensibilidade política do governo do PT junto aos usuários do serviço. Contratar empresa para dizer o que o povo quer é atestado de incapacidade política do gabinete do prefeito e insensibilidade para com os anseios do povo de João Monlevade. Segundo, a declaração do prefeito no sentido de que a “licitação...pode não atrair interessados” foi muito temerária e demonstra que o chefe do Executivo não está muito entusiasmado com o procedimento. Foi um balde de água fria para o usuário sofrido que acreditou um voto de mudança na atual administração. E se depois da declaração de Laércio a licitação, realmente, não atrair interessados? Vai ficar a impressão de que a licitação foi apenas para inglês ver.

A verdade é que o serviço do transporte público de passageiros em João Monlevade pode ser estruturado para servir ao povo ou a projetos pessoais de poder, como tem sido usado há vários anos. Infelizmente, Laércio não montou um governo para servir ao povo, mas sim para servir ao projeto pessoal de poder de Fabrício Lopes, que já é candidato a prefeito em 2024. E lembre-se, Fabrício é hoje o maior herdeiro do moreirismo no Município e foi o ex-prefeito inelegível Carlos Moreira quem estruturou o serviço do transporte público de passageiros para servir a seu próprio projeto pessoal de poder. É por isso que a qualidade do serviço caiu tanto e o preço da passagem ficou tão alto. Servir a projetos pessoais de poder custa caro e faz a qualidade do serviço cair muito. Ou a Enscon serve ao povo, ou ela serve a projetos pessoais de poder. Os dois, ela não pode fazê-los.     

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Triste Encerramento do Programa Espaço Livre

Foto: Mariléia
 

Foi com muita indignação que recebi a triste notícia do encerramento do Programa Espaço Livre, apresentado pela Mariléia e pelo Chico Franco (foto) na Rádio Comunicativa.

Durante anos, o programa se apresentou como uma mídia alternativa a uma imprensa local tão contaminada por contratos de marketing político, prestando informações de interesse da comunidade, denunciando a má qualidade dos serviços públicos, os desmandos de agentes públicos, os corruptos do Município e até colaborando na formação da identidade monlevadense ao sempre abrir espaço para divulgação da verdadeira história de João Monlevade. Eu mesmo fui um dos que participaram muito do programa dos dois, ora comentando sobre política, ora discorrendo sobre a história local e agradeço imensamente pela oportunidade.

O fato de um programa progressista como o da Mariléia e Chico Franco ter sido encerrado, justamente, num governo do PT é muito significativo, pois além de atestar autoritarismo e a dificuldade da sigla em conviver com a verdade, também demonstra que o PT não está implementando no Município o conteúdo programático esperado pelo seu eleitor, que é, exatamente, o contrário.

Estive filiado ao PT local por quase uma década. Depois de todo este tempo, ora atuando como advogado de campanha, ora como militante, etc, pude concluir que o PT de Monlevade é o partido onde as pessoas se reúnem para umas puxarem o tapete das outras. O PT de Monlevade, em mais 3 décadas de existência, jamais conseguiu constituir uma Escola Política no Município. Não existe um parâmetro político para atuação do petista em João Monlevade. O PT local tem sido constituído por um núcleo duro, fechado e fisiologista, que nunca se altera, e uma base itinerante que se filia no partido e, depois de vivenciar o que realmente ocorre internamente na sigla partidária, se desfila.  É o que explica, por exemplo, o fato de o partido ter apresentado imensa dificuldade em preencher todas as 20 vagas das candidaturas para vereador e de ter elegido apenas um para a Câmara, no último pleito eleitoral. E veja que ninguém do núcleo duro do PT tem a coragem de subir até a rádio para, no microfone, denunciar os desmandos, as roubalheiras e os absurdos administrativos que não são poucos em João Monlevade. Sabe-se que dentro do PT local existe muita passionalidade, mas ela não é direcionada, cientificamente.  Basta ver o histórico de atuação dos vereadores do partido. Belmar Diniz, por exemplo, votou favorável a todos os mais relevantes projetos da direita nos últimos dez anos, como na terceirização do DAE, no Rotativo, na autorização para a Enscon cobrar a passagem apenas no cartão a bordo do coletivo e, mais recentemente, na Lei da Mordaça do governo passado. O PT local não tem projeto político, que não seja a ocupação de cargos na Prefeitura. Durante a administração que se instalou a partir de 2009, em que o PT era governo, foi exatamente assim.  Em troca de cargos, os velhos brucutus do partido agiam para censurar, perseguir e, ao final, do mandato tiveram que romper com aquele prefeito e amargaram derrota acachapante na eleição posterior. Não aprendem nada. Já cometeram, atualmente, muitos erros que são aqueles clássicos de principiantes, como nunca tivessem administrado o Município, como foi o caso recente do “bolo-pornô”, cujo vídeo circulou nas redes sociais. O PT age internamente e nos bastidores do governo, exatamente, como num roteiro de novela das 9 da Rede Globo, com direito até aos típicos triângulos amorosos, visto que as amantes de determinados assessores estão todas empossadas em cargos no governo. Quem fez o “bolo-pornô” não está de todo errado, foi apenas sincero e refletiu o ambiente em que se insere o atual governo. E não será repetindo o péssimo comportamento exibido nas novelas que vamos mudar Monlevade.   

O PT já está na mão de Fabrício. Por isso, nada mudou. Fabrício é o maior herdeiro do moreirismo, hoje, em João Monlevade. E a palavra de ordem no governo é eleger Fabrício prefeito em 2024 para a manutenção dos cargos dos petistas na Prefeitura. Já passou da hora de descartar o PT de Monlevade como alternativa de partido político progressista no Município. Chega da enganação de eleger quem não cumpre o que prometeu, porque vendeu a alma para o diabo, com vistas a ocupar cargos na Prefeitura ad infinitum.      

                   

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

O que Lula fará com o monopólio da Rede Globo?


Foto/Montagem: https://pleno.news/brasil/politica-nacional/lula-critica-globo-e-emissora-responde-o-ex-presidente-esta-errado.html

Lula aparece nas pesquisas como favorito dentre as candidaturas apresentadas para as eleições presidenciais de 2022. Mas, e se ele for eleito presidente, o que será do monopólio de mídia da Rede Globo? Pois ficou muito claro que foi a Rede Globo quem conduziu todo o processo que levou o Brasil para a beira do abismo em que ele se encontra hoje. Foi a Globo que inventou o herói Sergio Moro. Foi a Globo que projetou a Lava Jato. E foi a Globo que conduziu o impeachment da Dilma e fomentou pela prisão de Lula, que resultaram na eleição de Bolsonaro e na ascensão do fascismo tupiniquim. Porque, se nada for feito, mais cedo ou mais tarde, a Globo fará tudo de novo.

O assunto é pouquíssimo debatido no Brasil, mas o modelo de mídia televisivo brasileiro é um monopólio dissimulado da Rede Globo. É o que explica, por exemplo, o vencedor de um “reality show” se transformar, instantaneamente, numa celebridade. Nos modelos de mídia democráticos, isto não acontece. O telespectador costuma achar que, dentro do sistema de mídia televisivo brasileiro formado, basicamente, por quatro televisões, Globo, SBT, Record e Bandeirantes, existe concorrência entre elas. Não é verdade. O sistema brasileiro é formado por uma grande TV, que é a Rede Globo, e por outras três TVs de médio porte, o SBT, a Record e a Bandeirantes. As médias até chegam a concorrer entre si, mas nenhuma delas concorre com a Rede Globo, que sem fazer esforço, detém 70% do faturamento da TV brasileira. E isto ocorre não porque a Globo seja mais competente ou tenha mais qualidade, mas sim porque o sistema foi desenhado desta forma. Nos EUA, por exemplo, são quatro as grandes TVs e não apenas uma como no Brasil. Na verdade, as outras três TVs, SBT, Record e Bandeirantes apenas existem para enriquecer as famílias que as controlam e para dissimular que o sistema não é, de fato, um monopólio da Rede Globo, porque se a Globo figurasse sozinha como a única TV do país, o monopólio ficaria muito explicito. Veja, por exemplo, que o proprietário do SBT também é banqueiro, comerciante, etc, e utiliza, descaradamente, sua concessão de TV para vender seus produtos financeiros, etc. Situação que é completamente antiética porque quem recebe uma concessão pública de teledifusão não pode utilizá-la em benefício próprio para se enriquecer no comércio ou no setor financeiro.  E o telespectador, iludido, ainda reconhece nele grande mérito empresarial. Ora, se você tiver um canal de TV para vender os produtos de suas empresas, você também se tornará um multimilionário. A Record, por sua vez, é de propriedade de pastores que a utilizam para cobrar o dízimo e para vender uma série de objetos ungidos. A Bandeirantes é muito focada no futebol. E não se engane, o Brasil só é o país do futebol porque o futebol é o tema mais pautado pela TV.  Veja ainda que das quatro TVs brasileiras, nenhuma tem em sua grade de exibição um programa sério para discutir política, o que demonstra o quão conservador é o atual modelo. E o Brasil precisa mudar. Se a Globo, por exemplo, tivesse um programa sério para discutir as questões políticas do Brasil, certamente, já teríamos resolvidos muitos de nossos problemas, assim como nos tornamos o país do futebol. Aliás, das quatro maiores TVs do mundo – as três maiores são estadunidenses - a Globo é a única que, vergonhosamente, não discute política em sua programação.  Uma analise da grade de programação da Rede Globo, enquanto grande mídia nacional, revela que o projeto de nação que ela tem para o Brasil é apenas o de ser um grande produtor de alimentos, pois o Globo Rural é o único programa da emissora em que conceitos técnicos e filosóficos circulam, quase todos os demais ou alienam ou distorcem a verdade.     

Outra questão grave do atual modelo de mídia televisiva do Brasil é que ele é, exatamente, o mesmo que foi instituído e vigorou durante a ditadura militar instaurada a partir de 1964. A Rede Globo foi fundada em 1965, um ano após o golpe militar, em plena ditadura e em conseqüência do golpe. Todas as demais também foram fundadas durante a ditadura militar que vigorou até 1988. Ora, será que existe alguma dúvida que, se o Brasil se pretende um país democrático de fato, ele não pode conviver com um modelo de mídia fundado por uma ditadura?                           

Como se trata de um monopólio de fato, falar da TV Brasileira nos últimos 55 anos, é falar da Rede Globo. Até se diz que “se não está na Globo, não está na TV brasileira”. Então, não é necessário acabar com a Rede Globo, até porque ninguém quer deixar de ver o Globo Rural.  O ideal é dividir o monopólio que a Globo detém entre outras três grandes emissoras, que sejam representativas dos diversos setores da sociedade brasileira, inclusive os setores progressistas, e não apenas os conservadores como ocorre desde a ditadura. Assim, teríamos um sistema de mídia televisiva representativo e composto por quatro grandes TVs, a exemplo do que ocorre nos EUA, e assim seria muito mais difícil para apenas uma emissora conduzir o país à situação em que o Brasil se encontra atualmente, como fez a Rede Globo.

E isto se faz através da reforma dos meios de comunicação, que Lula não fez quando foi presidente da República. A pergunta é a seguinte: Se Lula for eleito novamente, ele vai fazer a reforma dos meios de comunicação? Porque, do contrário, depois de 8 anos, a Globo repete tudo de novo e o Brasil não sai do lugar.  

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

RISCO DE DESMORONAMENTO DE PILHA DE REJEITO EM SANTA BÁRBARA ESCANCARA COMO TUDO PIOROU NA MINERAÇÃO DO OURO EM MINAS GERAIS


 (foto: Mateus Parreiras/EM/D.A.Press)

O ouro descoberto a partir do final do sec XVII definiu, absolutamente, tudo em Minas Gerais, desde as fronteiras do estado, passando pelos modos de ser e de viver, até a culinária, a arte e tudo mais. E naqueles idos, podíamos minerar o ouro. Por isto, somos chamados de mineiros, porque minerávamos o ouro.

O modelo de minerário implantado por Portugal era, extremamente, democrático e permitia o acesso à mineração a quem se interessasse por ela. E foram centenas de milhares os que se interessaram pela mineração do ouro e receberam suas concessões para minerá-lo, situação muito diferente da vivenciada, atualmente, em Minas Gerais.

Hoje em Minas Gerais, apesar de toda crise econômica, desemprego e de o grama do ouro estar cotado a R$320, 00, não se vê mineiro nenhum a minerar o ouro. Muito pelo contrário, se o mineiro se dirige ao aluvião e, depois de um dia inteiro de trabalho artesanal, apura dele dois gramas de ouro, ele é imediatamente preso pela polícia. A mineração tradicional do ouro foi criminalizada e, atualmente, em Minas Gerais apenas as grandes mineradoras, muitas delas estrangeiras, são, de fato, autorizadas a minerar o ouro.

Exemplo disto é a mineradora Anglogold, localizada no município de Santa Bárbara. A Anglogold é a companhia mineradora mais antiga em serviço em Minas Gerais. Diferentemente de nós, mineiros, ela está autorizada a minerar ouro em Minas há quase 200 anos. Praticamente, todo o ouro extraído pelo Anglogold é remetido ao estrangeiro, sem o recolhimento de royalties ou qualquer imposto sobre a mineração.

Antigamente, quando éramos colônia de Portugal e vivíamos sob o jugo português, o mineiro recolhia o quinto e era autorizado a minerar o ouro. Hoje que somos livres e independentes,  o mineiro é, na prática, proibido de minerar e quem é autorizado a fazê-lo remete todo ouro para o exterior, sem pagar nada em troca.

E como a situação já não fosse ruim, além da proibição de minerar e da evasão da riqueza aurífera de Minas, agora o mineiro também tem que conviver com o medo da mineração do ouro, tal qual já vinha ocorrendo com a mineração do ferro, depois dos rompimentos das barragens de rejeito de Mariana e Brumadinho, além de vários outros episódios de instabilidade de barragens, Minas afora.

Agora, uma imensa pilha de 80 metros de altura de rejeitos da mineração do ouro da Mina Córrego do Sítio I, localizada em Santa Bárbara e de propriedade da Anglogold, corre considerável risco de desmoronar. Trata-se de um marco muito negativo no já sofrido contexto minerário de Minas Gerais, pois evidencia que a situação de medo que já envolvia a mineração do ferro, agora, também alcança a mineração do ouro, tornando-se ainda mais sistêmica.  Sinal de que todo o atual sistema minerário vigente em Minas Gerais precisa ser revisto, não apenas para permitir que o mineiro volte a minerar, mas também para que o medo deixe de existir como instrumento de uma política de mineração excludente e destruidora. Mineração não pode ser sinônimo de medo em Minas Gerais. E o mineiro, que não minera, vira caipira!